O ideal para se montar um comércio é considerar o custo com infraestrutura do local em que pretende instalar a empresa, pois o comércio varejista de qualquer ramo de atividade poderá ser instalado em centros comerciais e em ruas com grande circulação de pessoas.

Se o empreendedor optar em instalar sua empresa fora dos grandes centros deverá investir em divulgação, atendimento e promoções para atrair o público que exija maior deslocamento.

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário o cumprimento de algumas formalidades.

  • Antes de qualquer procedimento é necessário realizar uma consulta prévia na Prefeitura Municipal para obter uma certidão, onde constará se no local escolhido é permitido o funcionamento da atividade pretendida pelo empreendedor;
  • Deverá realizar a busca do nome e marca, perante a JUCESP e o INPI, visando obter informação se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca a ser utilizada;
  • Arquivamento do Contrato Social ou Declaração de Empresa Individual na JUCESP;
  • Cadastrar a empresa perante a Receita Federal para obtenção do CNPJ, perante a Fazenda Estadual para obtenção da Inscrição Estadual e Prefeitura Municipal, para obter o alvará de localização de funcionamento.

O empreendedor que inicia um negócio deverá estar atento para não exceder os custos. A contratação de empregados é uma das grandes responsáveis por elevar os custos das micro e pequenas empresas, por isso, convém ao empresário contratar uma equipe enxuta no início.

Se o comércio localizar em um “shopping center”, será necessário pelo menos dois empregados para atender os dois turnos de funcionamento. O empregado de um comércio, seja qual for o ramo de atividade, além do conhecimento, deverá ter boa dicção, cortesia e educação para com os clientes e colegas. Deverá ser uma pessoa que saiba lidar com possíveis conflitos.

É importante que o empreendedor reserve pelo menos 30% do investimento inicial para o capital de giro, visando evitar dívidas no início da atividade.

Capital de giro são os recursos financeiros que a empresa necessita manter para garantir a fluidez do caixa, como se fosse uma garantia.

Exige-se, no início do empresário, dedicação e disponibilidade de tempo.

Para concorrer no mercado o empreendedor deverá oferecer diferencial no atendimento, estar atento às questões mercadológicas, divulgação, planejamento.

Administrar o seu próprio negócio vai exigir competências gerenciais, financeiras e uma boa assessoria contábil tributária.

A Adição Contábil oferece suporte contábil, fiscal, trabalhista e previdenciária para a sua empresa, fornecendo ao empresário serviço de qualidade, buscando, inclusive, o melhor enquadramento tributário.

As empresas do comércio varejista poderão optar pela tributação com base no Lucro Presumido, Lucro Real e Simples Nacional.

LUCRO PRESUMIDO

O Lucro Presumido é a forma de tributação simplificada do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL), regulamentada pelos artigos 516 e 528 do Regulamento do Imposto de Renda.

A alíquota do imposto de renda é de 15% (quinze por cento) e a CSLL é de 9% (nove por cento) sobre o Lucro Presumido. O Lucro Presumido é de 8% para IRPJ e 12% para CSLL sobre o faturamento bruto.

Haverá um adicional de imposto de renda pela alíquota de 10% quando a parcela do lucro presumido exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, ou seja, R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) no trimestre.

DEMONSTRATIVO DE TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO

Tributo Alíquotas (Base cálculo IRPJ 8% e CSLL 12% sobre o faturamento)
IRPJ 1,2%
Adicional IRPJ¹ Até 0,75%
CSLL 1,08%
PIS e COFINS 3,65%
TOTAL 6,68%

¹ O Adicional de Imposto de Renda incide sobre a parcela do Lucro Presumido que exceder a R$ 60.000,00 no trimestre.

“ESCRITURAÇÃO

A pessoa jurídica que optar pela tributação com base no Lucro Presumido deverá manter:

  1. Escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou Livro Caixa, no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira, inclusive bancária;
  2. Livro Registro de Inventário no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário abrangido pelo regime de tributação simplificada; e
  3. Livro de Apuração do Lucro Real, quando tiver lucros diferidos de períodos de apuração anteriores, inclusive saldo de lucro inflacionário a tributar.”(Fonte: Receita Federal)

LUCRO REAL

Há possibilidade de tributar o comércio com base no Lucro Real, sendo que a Adição Contábil está preparada para atendê-lo caso opte por esse regime de tributação. Em seu quadro há profissionais altamente qualificados para escrituração contábil do Livro Diário, Razão, Elaboração de Balanços Patrimoniais, Demonstração do Resultado do Exercício, LALUR, com a finalidade de apuração do imposto de renda com base no lucro real e informação gerencial para tomada de decisão.

Lucro Real é a base de cálculo do imposto sobre a renda apurada segundo registros contábeis efetuados sistematicamente de acordo com as leis comerciais e fiscais.

Lucros Distribuídos

Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados, pagos ou creditados pela pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou lucro real, não estão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no País ou no exterior (Lei n° 9.249, de 1995).

Essa isenção não abrange os valores pagos a outro título, tais como pró labore, aluguéis e serviços prestados, que sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos dos beneficiários. (Fonte: Receita Federal)

SIMPLES NACIONAL

As empresas do ramo de comércio varejista geralmente poderão recolher o tributo com base no Simples Nacional, sendo que o único impedimento à adesão ao regime é o faturamento que não pode ser superior a 3,6 milhões por ano.

TABELA DO SIMPLES NACIONAL

ANEXO I (Vigência a Partir de 01.01.2012)

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Comércio

Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ICMS
Até 180.000,00 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,47% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86%
De 360.000,01 a 540.000,00 6,84% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 540.000,01 a 720.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 720.000,01 a 900.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%